sábado, 31 de janeiro de 2009

Desabafo cotidiano...

Por que a vida nunca está completa? Foi essa a pergunta que fiz quando levantei hoje. Quando há sorte no jogo não há no amor ou vice e versa! Acho que tô com azar nos dois. É possível? Não dormi quase nada e minha primeira noite como DJ passou tão despercebido quanto as banalidades do nosso dia-a-dia.

Tem horas que gostaria de sumir. Sumir de toda essa cobrança, jogar tudo para o alto e fugir. E hoje foi um dia desses. Não sei por que as coisas têm que ser assim. Sempre faço de tudo para tornar as situações melhores possíveis, sempre coopero, sempre tento fazer a vontade de todos, sempre estudei, me formei, nunca incomodei meus pais, nunca traí, mas e daí?

Não consegui ainda o trabalho que quero. Já estou de saco cheio dessa minha vida vagabunda. Quero muito trabalhar com jornalismo e não achei quem me dê oportunidade. Quero muito ter uma família, uma casa, uma vida, mas queria que tu brigasse mais por nós dois como já fiz inúmeras vezes.

Hoje foi um dia horrível pra mim. Fez um Sol imenso, um calor, sem vento e não tive vontade de fazer nada. Nem surfar me apeteceu hoje. Fiquei pensando em tudo que vivo e não chego a conclusão alguma. Não sei mais o que fazer e o que pensar. Mas, como sempre deixe isso pra lá, é só mais uma banalidade da minha vida, um desabafo.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Coisa de Sangue

Fui doar sangue e fiquei sem resposta quando a atendente me perguntou pra quem eu iria doar o sangue. Não soube o que dizer. Disse a ela que não iria doar pra ninguém em especial. Ela continuou o procedimento para a doação.


Sentado aguardando a entrevista com a médica fiquei lembrando como toda essa história, de ser um doador de sangue, começou. Foi no fim do Ensino Médio, eu tinha uns 18 anos e tínhamos aula de Biologia com a professora Dânia, ahhhh a professora Dânia, depois eu falo dela.


Estávamos estudando sobre o sangue, tipos sanguíneos, suas compatibilidades e como descobrir o tipo sanguíneo. Essas coisas que se aprendem nas salas de aula. Foi aí que a professora Dânia me disse que doava sangue e eu quis doar também.


Até hoje dou sangue para me sentir melhor. Uma espécie de renovação. Saio da sala de doação como se estivesse renovado. Quem recebe o meu sangue eu não sei e espero nunca precisar dele de volta. Mas vou lá sempre que posso e adoro saber que estou ajudando alguém que nem conheço.


Ah! A professora Dânia? Não sei se ela se lembra de mim. Mas sei que eu tinha uma atração enorme por ela. Era algo quase sexual, sempre imaginava naquelas aulas sobre os órgãos genitais como ela era fazendo sexo. Algumas vezes até sonhei em fazer sexo com ela só pra por em prática toda aquela teoria. Achava que ela, por ensinar sobre órgãos genitais, era o máximo na cama.


A última vez que nos vimos eu trabalhava como taxista e ela entrou no meu carro. Estava indo passar as férias no Rio de Janeiro e fez questão de me dizer, por que ela sabia que eu sou de lá. Depois disso nunca mais a vi, mas nunca vou esquecê-la. Recomendo a quem puder doar faz bem ao corpo e alma.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009


Tenho feito da praça de alimentação do shopping meu escritório. Tô sem internet e lá é único lugar em que consigo internet gratuita, a famosa zona Wifi. A proposta é tentadora: ar condicionado, lanchonetes, internet de qualidade e tudo grátis. Melhor que isso só seu eu recebesse um salário pra ir lá!


Só encontrei um problema, que nessa era de alta tecnologia seria banal, mas no caso não é: a falta de tomadas. Minha bateria e a de todos que freqüentam o lugar não duram mais que duas horas e ninguém fica lá menos de duas horas.


Lanço aqui uma campanha: "Carregue um “T” e faça um internauta feliz!" Se cada um carregasse aquele pequeno e barato instrumento que duplica, e ás vezes triplica o número de aparelhos ligados na tomada, todos ficariam conectados e realizando suas tarefas.


Enquanto isso, continuo indo lá para acessar a internet, lanchar, namorar, conhecer pessoas, fazer contatos, etc. Solidariedade tecnológica isso é o futuro!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Adeus ano velho!

O número 8 sempre foi meu numero preferido. Aquele que me dava mais sorte e que eu sempre escolhia para por nas minhas camisas dos times que participei. Pesquisando este número descobri que ele é a noção exata do infinito, é um número que não tem fim. Outra “cisma” minha era de que os anos que terminavam com número ímpar não são anos muito bons para mim, ou pelo menos, os anos pares eram melhores.

Por isso, no réveillon 2007/2008 pensei no maravilhoso ano que teria pela frente. 2008 tinha tudo para ser “O ano”. Os planos que tinha para ele eram muitos e desafiantes. Porém nem tudo foi como eu planejei. Já no começo do ano minha namorada terminou comigo. É, perdi minha namorada, parte por meu descuido, parte por ingenuidade dela e parte por influências interesseiras de quem eu tinha grandes sentimentos. Foi uma grande perda, mas minha vida não se restringia somente a isso. Continuei estudando e trabalhando. Ainda no primeiro semestre fiz uma das coisas que mais amo: viajar. Fiz isso sozinho. Fui para o Rio Grande do Sul de moto pela terceira vez e foi maravilhoso, como sempre, curti muito por lá. A viagem foi emocionante, as estradas estavam alagadas, vários desvios e uma conjuntivite que me perturbou a viagem inteira.

Um dos grandes desafios na volta foi terminar a minha monografia. Terminei, apresentei e ainda tive a oportunidade, que poucos tiveram, de entregar uma cópia ao pesquisado. Um grande ídolo meu, Gabriel O Pensador esteve aqui para divulgar seu livro infantil, mas não sei até hoje se leu ou não meu trabalho. Finalmente terminei minha graduação. Também saí de um estágio que eu adorava no Conselho Regional de Farmácia de SC. Que saudade!

Sem ter muito que fazer por aqui, peguei minha moto e fui viajar de novo para o RS. Por incrível que pareça foi melhor do que a outra vez que fui. Curti a semana Farroupilha, fui ao parque, visitei museus, fui na formatura da minha prima, fui ao cinema, conheci pessoas diferentes e fiquei um pouco mais feliz. Voltei mais uma vez pra Floripa e continuei a praticar um esporte que redescobri este ano: o surf. Também emagreci esse ano. Foram vinte quilos que alguns atribuem ao sofrimento amoroso, mas prefiro acreditar que tenha sido o surf.

Minha vida foi conturbada em 2008. No meu ponto de vista foi um ano ruim. Acho que tenho que mudar meus pontos de vista. Afinal aprendi muito, encerrei ciclos, me conheci melhor e confirmei alguns sentimentos. Algumas pessoas me decepcionaram outras me surpreenderam e assim será nos próximos anos. Talvez esse tenha sido o primeiro em que eu percebi essas coisas. Não tenho mais medo dos anos ímpares e também não ligo mais pro número 8. Que 2009 venha do jeito que quiser, por que vou fazer dele o melhor possível.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Motoboy, vida louca...

Caros leitores, primeiramente peço desculpas pela situação de abandono em que se encontra meu blog. O motivo desse descuido é uma nova empreitada que assumi enquanto procuro um bom emprego que justifique os quatro anos de faculdade ao qual me dediquei na faculdade de Jornalismo.

Essa tarefa que me toma tanto tempo é o meu atual emprego. Estou trabalhando como Motoboy para uma farmácia que trabalha com tele-entregas. Sempre procuro aprender todas as coisas que os meus empregos proporcionam e nesse não é diferente. Nesse emprego já pude confirmar uma tese da qual já desconfia ser verídica. A de que os motoboys são duramente injustiçados.

Bem antes de me aventurar como motoboy pela cidade, eu já tinha muita empatia pela classe. Hoje, eu também sou um desses odiados seres da sociedade moderna. Ser motoboy já qualifica o condutor como imprudente e irresponsável. São uns “vidas loucas” que beiram a criminalidade.

Comecei a refletir sobre essa situação quando estava terminando meu cansativo turno de trabalho e indo para casa. Fiz uma curva e na minha frente seguia um carro. Um carro desses de luxo, vidros escuros, ar condicionado e todos os opcionais que exigem seus donos. O problema começou quando o exigente sujeito que o dirigia resolveu simplesmente mudar de faixa. Sem usar o mais simples dos instrumentos, aquele que encontramos tanto nos carros mais populares quanto nos mais impressionantes importados. A seta ou pisca, como preferir, se tornou um instrumento inútil naquele momento. Mas pra que tanto cuidado já que tenho seguro total?

Quando isso aconteceu meu coração veio bater na minha garganta, tremi dos pés à cabeça. Numa atitude de repreensão afundei meu dedo na buzina. Fiquei irado. Mas, o que me impressionou foi a cara-de-pau do motorista que teve a coragem de pôr sua burguesa cabeça para fora do veiculo e gritar: - O Folgado!!! Folgado? Eu? Pensei. Ele age como se minha vida não valesse nada e o folgado sou eu?

O mais incrível é que esse mesmo sujeito que critica a forma, que admito, é agressiva de dirigir dos motoboys é o mesmo que reclama quando a pizza não chega tão quentinha, o medicamento para a sua enxaqueca de morou um pouco mais que o esperado ou aquele documento que foi esquecido no escritório tem que chegar logo no destino. Situações que já devem ter feito a vida de muitos motoboys não valerem nada.

Muitas vezes corro mesmo sem querer, a pressão é constante e vem de toda a parte, é o chefe, é o cliente, são os outros motoristas e o meu seguro... Ah lembrei! Não existe seguro para moto. Deve ser por que, normalmente, o condutor não estará vivo para resgatá-lo. Motoristas bons ou ruins encontramos em carros, motos, caminhões, ônibus, em qualquer lugar a qualquer época. Não quero defender aqui a imprudência, essa ou aquela classe e sim o respeito no trânsito. Ou seja, a empatia, a paciência que tornariam o trânsito e a relação entre os motoristas bem melhor. Agora tenho que ir, pois há pessoas precisando desses medicamentos que tenho para entregar. Fui!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Memórias de um perna-de-pau

Hoje, reencontrei um amigão meu. O Igor. Nós nos conhecemos há mais de dois anos e apesar dos nossos dezessete anos de diferença, na idade, nos entendemos muito bem. Não que eu seja criança demais ou ele muito precoce, apenas nos damos muito bem.

Reencontramos-nos na aulinha de futsal dele. E olhando ele jogar lembrei da minha, cada vez mais longínqua, infância. Já de imediato pude perceber quem era o craque e que eram os pernas-de-pau daquela pelada que assistia hoje. Quando criança eu era um perna-de-pau convicto e por isso acho que reconheço tão bem os dois lados da moeda. Tem coisas que por mais que tentamos mudar não mudam, a minha falta de habilidade com a bola no pé é uma delas. Hoje sou o que chamam de “ô tristeza” com uma bola no pé.

O som que essas peladas produzem não muda de uma região para outra. Normalmente, o nome do perna-de-pau e o nome do craque do time são os mais gritados durante a partida, mas com uma diferença: a entonação. Após uma jogada bonita do craque o que se ouve é: -Bom cara, show de bola! Que jogada! Uhuul!

O que eu ouvia, normalmente era um pouco diferente, com uma entonação bem menos amistosa e tinha inicio numa grande e variada gargalhada dos espectadores. Hahaha!!! Que isso Miguel!? Deixa que esse a natureza marca! Chuta que é macumba! Coloca esse pé na forma Miguel! Não me irritava muito com essas críticas, até por que, futebol não era meu esporte favorito. Eu queria mais era curtir com os amigos.

Até fiz escolinha pra tentar mudar isso, porém o resultado não foi satisfatório. Na verdade descobri que esporte não é o meu ponto forte. Sempre fui gordo e sem habilidade, minhas qualidades são mais intelectuais do que motoras. Hoje agradeço por isso. Pude, dessa forma, descobrir um número de possibilidades incríveis. Conheci esportes como a bike, o skate, o surfe, o vôlei, a corrida, o jiu-jitsu, o basquete, o judô, a natação, a capoeira, e muitos outros. Tudo isso por que em nenhum deles eu fui craque.

Pensei nisso tudo ao olhar o Igor bate uma bolinha na tarde de hoje, e não desejo que ele seja um craque ou o fenômeno que eu não fui. Desejo, apenas que ele conheça todos os esportes que puder e um dia se sinta feliz por isso. Como me sinto hoje. Um feliz perna-de-pau.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Nem tudo é como eu quero!

Ontem foi a minha colação de grau. Enfim, foi me conferido o grau de Bacharel em Comunicação Social, habilitação em Jornalismo. Teoricamente sou um jornalista agora. O momento mais esperado nos últimos quatro anos da minha vida. Momento que foi muito diferente do que eu imaginei que seria.

Muitas pessoas que eu queria que estivessem lá, não estavam. Pessoas que achei que se importavam com esse momento não foram. Fui pensando nisso no trajeto até a Unisul. Lembrei da primeira vez que fui à Unisul. Como achava aquele lugar lindo. Como tudo era tão novo pra mim.

Lembrei também da muitas lições que aprendi, e não me refiro somente ao jornalismo. Uma das lições que aprendi agora no finalzinho, foi que nem sempre as coisas são como a gente quer. Pra dizer a verdade estou começando a achar que poucas coisas são como queremos.

Hoje ganho mais do que ganharia como jornalista. Não acho mais a Pedra Branca bonita como antes. Estou fazendo algo que adoro, que é andar de moto o dia todo. Também estou escrevendo e lendo sempre, prazeres que aprendi a apreciar durante a faculdade. Ás vezes me sinto culpado por não trabalhar com aquilo que tanto me dediquei durante esses anos, o jornalismo.

Nunca em minha vida estive com tantas portas abertas e sem saber em qual entrar. O conhecimento é algo que me atrai diariamente, não consigo ficar sem saber das coisas do mundo. Quero aproveitar as coisas boas da vida, viajar muito, comer de tudo, falar muitas línguas, mas não sei por onde começar. Quero ter coisas, como uma moto esportiva, um jet ski (também gosto de futilidades), uma casa pra festar com os amigos, mas sinto que não posso ficar parado.

As pessoas mais importantes da minha vida estiveram na minha colação. Isso é o que impota para mim. Minhas amigas maravilhosas, meu irmão, que já passou muitas comigo e minha mãe, não preciso nem comentar, devo tudo a ela. Ah! Acabei de lembrar de outra lição que aprendi. Apesar de muitas vezes as coisas não serem como nós queremos, elas acontecem muito melhor do que poderíamos imaginar. Isso é o que importa.